quarta-feira, 1 de abril de 2009

Agora pensei em Dulce.


Meia luz. Jazz. Uma moça mexe o gelo da bebida com as pontas dos dedos e os chupa escandalosamente enquanto me observa com uns olhos famintos. Profana, você. É o meu pensamento. Noite de caça pra ela, presumo. Se Sávio estivesse aqui, certamente teria investido. Cantadas baratas, do tipo: e aí, você vai pra casa de ônibus? Ao que a moça certamente negaria, e numa manha ousada, diria por que? para ele encerrar com sua intervenção magistral: porque cê tá no ponto. Daí ela sorriria um sorriso de abrir as pernas. Ele, piscaria para mim, como quem está prestes a devorar uma picanha no espeto. É, nível baixo assim, mesmo. Não uso de metáforas para embelezar balbúrdias.

Quem é Sávio? Meu colega de apartamento. Estudamos juntos, na faculdade. Lembro das nossas idas às festas da USP, em Ribeirão Preto, e ele catando geral as meninas da odonto. Seleção? Elas já haviam passado no vestibular. E você, que é veterano em um curso, há de convir: as calouras fresquinhas entram dispostas a aproveitar. Por que ele faria diferente, não? Já nessa época, eu era cauteloso. Não, eu não passava em branco, mas... Eu queria ver qualquer coisa além. Sentados à chopperia, era sempre ele: Leo, saca só que bundinha gostosa! E ia atrás. Às vezes, voltava a mim com um porra, cara! Ela tem uma amiga assim e assado, ao que eu me recusava, e as duas o acompanhavam.

Vê? A moça ainda me olha. Usa botas, saia curta, e não para de cruzar e descruzar as pernas. Céus, será que ela nota meu rubor, de onde está sentada? Melhor disfarçar. Psiu, conhaque. E qualquer coisa salgada para petiscar, sim? A garçonete daqui tem jeito de aeromoça da Varig. Ninguém nunca entende minha preferência, mas não existem aeromoças como as da Varig. Dulce queria ser aeromoça. Numa das nossas primeiras conversas, lembro dos dizeres: eu treparia adoidado dentro daqueles banheiros minúsculos, sabe? Sempre tem passageiros com essa fantasia, que é minha também. Eu já não achava absurdo. Dulce, aliás, era um absurdo de mulher, mal cabendo em si mesma. Eu questionava que assim, nessa vida de aeromoça de filme pornográfico, ela jamais seria feliz, em par. Ela dava com as mãos, e dizia, despojadamente: no céu ninguém tem compromisso, Leo. E logo em seguida, lá estava ela molhando os lábios com a língua, de um jeito que me botava doido. Nessa noite ainda, brilhava o piercing que enfeitava seu nariz e era verde o alargador em sua orelha direita. Dulce era estudante de Ciências Sociais, à época. Sua roupagem chegava a me lembrar uma Rita Lee dos tempos dos Mutantes. Jamais contei-lhe sobre minhas impressões.

Quando conheci Dulce, eu usava cuecas. Ela usava aquele meu blusão preto, onde lia-se, em branco, a frase: o brasileiro é um feriado. Casualidades. Eu bebia uma garrafa de leite, quando ela apareceu se espreguiçando, sem me dizer bom dia. Imaginei que fosse avessa à conversas matinais, assim como eu. Deduzi, obviamente, que ela era mais uma das moças de Sávio. Dormira com ele, então. O engraçado é que os gemidos não me acordaram, como de praxe. Dançamos nosso silêncio enquanto o sol nascia. Ela comia uma maçã, e eu a observava. Mina folgada e espaçosa. Foi a reação primeira, muda. E essa de Sávio, com ela? Será? Dulce tinha peitos pequenos, que caberiam macios, nas palmas das minhas mãos. Era magrela e tinha mais ou menos minha altura. Cabelos de anéis, expansivos - e desgrenhados pelo acabar de acordar. Na nuca, uma tatuagem brega, com um código de barras e o dizer made in Brazil. Usava dúzias de pulseiras hippies, e uma tirinha amarrada no tornozelo esquerdo.

Os olhos de Dulce merecem um parágrafo a parte. Eram uns olhos de boneca, com cílios fartos e longos. De tão pretos, eu os enxergava azuis. José Dias certamente - e sabiamente - os classificaria como sendo olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Pretensão minha compará-la a Capitu? Não. Simplesmente, o fato de estudar a obra de Machado de Assis num mestrado, me movia a fazer imagens surreais relacionadas àquela criatura que, a essa altura, tirava meus CD’s da ordem alfabética e assobiava trechos das músicas que eu chamava de minhas. Uma mulher vestida de si mesma, era Dulce.

Nosso terceiro encontro, foi na biblioteca. Eu, em banca individual, ela, obviamente, tomando uma mesa inteira para si. Senta, torce o pescoço, se desfaz das sapatilhas, cruza as pernas na cadeiras - como se meditar fosse -, mordisca os beiços, joga os cabelos para trás, e os cachos lhe voltam ao rosto numa teimosia risonha. Finalmente abre o livro. Seus dedos da mão direita dançam em cima da mesa. Umas unhas borradas pelo tom carmin que fora esmalte do dia anterior. Ela me nota. Eu me aproximo. Indiscreta, comenta das minhas olheiras profundas de duas madrugadas em claro. Quatro noites. Dois dias escuros.

Não a vejo faz mais ou menos quatorze meses. Soube que estava em Londres, fazendo alguns cursos. Perceba a moça do bar, de boca gulosa. Está a um passo de vir até mim. Se Dulce ela fosse, estaria descalça, sim. Com um livro de filosofia aberto. Sartre, provavelmente. Já havia me confessado seus desejos de ser Simone de Beauvoir - será que daí surgira sua ideia de relacionar-se descompromissadamente no céu? Ah, se em mim coubesse vocação para Sartre! Enfim, se a moça do bar fosse Dulce, fumaria um cigarro e desenharia intenções na fumaça. Amor sempre foi chama, ao seu ver.

Posso?, a moça, com seu copo. Sorrio, apenas. Ela junta-se a mim, no balcão. Essa vida de aeromoça é cansativa, sabes? Mas quando pouso em São Paulo, vivo cada pedaço do mundo. Isso era ela, dizendo. A vagaba é aeromoça! pensei. Puta pose de garota de programa. Eu insisto em julgar as pessoas pela aparência, sim. E acredito que o mundo inteiro o faça. Perguntei, desinteressadamente: por que não tenta outra coisa, moça? Ela teceu um discurso cansativo. A visão de Dulce subitamente me soou deveras interessante, naquele momento. Pedi licença e fui fumar sozinho, em frente ao bar.

Imaginei Dulce, e seus cabelos ruivos. Cabelos de fogo. Tão logo, uma estrela cadente no céu. Eu, fumaça. Sávio vinha dobrando a esquina, e provavelmente levaria a aeromoça para casa. Fui ao cinema. Eternal Sunshine of the Spotless Mind. A moça.

Merda! Agora, pensei em Dulce.

54 comentários:

Monday disse...

e eu acho que vou ficar pensando em Dulce por um bom tempo também ... rsss

delicioso texto, desde o sabor do enredo até o navegar das frases, uma a uma, parágrafo a parágrafo ...

é como eu te disse, menina, sempre delicioso ... se um dia tu parares de escrever, sinto muito pela grosseria, mas vou aí roubar teu encéfalo só pra ver o resto das histórias que ainda não sairam daí de dentro ...

bjks e boa semana

alex e! disse...

...ao ler o título do teu texto, levei um susto: pois também pensei em Dulce. Porém em outra, a de Caio Fernando Abreu, aquela que é sua personagem no último livro totalmente inédito que escreveu - um romance que perscruta caminhos (saídas, talvez...). Essa Dulce foi inspirada em outra, também personagem e, conhecendo essa tua, Jaya, percebo como que de fato um mar de semelhanças produz diferenças. Estranhamentos. Os mesmos de enxergar em ti uma escrita outra, um impacto-surpresa me tomou, pois cacos espalharam-se diante de mim e, perdido - ou, melhor dizendo, afogado - em referências múltiplas, penso que é disso que talvez se trate o cerne do que é ficção, essa coisa meio-lá-meio-cá, capaz de nos fazer defrontar com esses outros da gente mesmo, que ao mesmo tempo não existem e que não somos nós. Imagens me embaralham o raciocínio, assim como as diversas vozes do teu texto invocaram-me sentidos também outros, cujos significados guardo pra mim como quimera - ou como, talvez, um eternal sunshine of the spotless mind, sempre, sempre a renovar-se, como tua escrita em mim, agora, que senti reescrever-me sobre ti...

bjus gigantescos!!!

do alex.......

M. Fernanda disse...

Eu perdi a fala, Jaya. Simplesmente não sei o que comentar. Leo fala de Dulce com um amor reprimido e um desejo contido e, ao fim, compara-a com Clementine. Assim. E ponto.

Beijo, bonita.

Karine. disse...

Encontrei Dulce nuns lugares da memória mesclados com umas lembranças incertas. Acho que a conheci também, moça gozada aquela Dulce.

Deixa eu me derramar um pouco?
Se Dulce fosse quem vos fala, ela leria as palavras, correria os dedos pelo teclado com um riso escondido na boca e talvez desistiria da escrita, jogando o cabelo para trás e entregando-se a reler. Fui meio Dulce, meio eu, porque este tipo de texto é aquele que entra na gente sabe?

Puro doce seu, Jaya. Gosto deste tom mais ousado e ainda assim delicado.
E quanto ao carinho, eu já tenho um enorme por vc faz tempo! E aqui também busco inspiração.

Adoro ocê, tchê.
Bjs!

Luciana Brito disse...

Merda, até eu pensei em Dulce!

hahaha

Nos recantos da minha imaginação, Dulce se mostrou uma guria deveras interessante. Pessoa daquelas que passa e sempre é notada, cativa, conquista quem quer que seja..


Adorei o texto ^^

Beijão Jayaaammm!
Saudade docê!

Kakau disse...

Adorei o texto e Dulce.

Babylon?
Só se for já. ^^


Beijos
=***

Coração Alado disse...

essa Dulce me botou um medo...
e até uma pontinha de inveja dessa auto-segurança toda!
encantador.

amo o filme "brilho eterno de uma mente sem lembranças"!

beijos!!
:)

gabriela.M disse...

"noite de caça pra ela"
parece história de vampiro!!

eu gostei, Jayaa
;**

Natália disse...

Te juro que há mtooo tempo mesmo não lia coisas assim: narrativas gostosas sobre fatos e pensamentos, que levam a um sentido profundo.

Jaya, adorei!!! Menina, deu vontade de ler de novo....

Feliz é aquela Dulce capaz de ser lembrada por seu olhar e cabelos bagunçados, mesmo diante de qualquer outra beldade convidativa...

Bjos e td de bom!

Madalena disse...

A 1, eu queria poder contratar Dulce para me ensinar coisas que eu ainda não aprendi. Um pouco de teoria, talvez. Afinal, eu tenho forte tendência a adotar fundamentos metafísicos como se fossem originariamente meus, ainda que antes mesmo de exercitar, os desclassificasse como meta.

A 2, eu aprendi pequenina a fazer as vezes ao telefone:
"Residência dos..." xD
Não tanto mais receptiva, eu, sim, conseguia me concentrar na voz que vinha do além, sabendo ao menos quem e, sequer deixando escapar a verdade do recado mentiroso da ausência do destinatário da mensagem.
Eu brincava de dar alô ao telefone, e o som de negação em nota la nunca me foi incômodo.
E eu, que nunca tive amigo imaginário, falava só das coisas do dia, tentando imitar alguma cena que gravara, mas no fundo, no fundo, já sabia que alguém estava deveras a me ouvir.

Beijos.

[Carinhos deixo na secretária eletrônica]

C.L. disse...

Na hora, pensei na Dulce de Caio Fernando Abreu. Mas que texto é esse, menina?
Sensacional, para dizer o mínimo.
Beijos.

Insolente disse...

Dulce ficou tão bem descrita que anda passando uns dias aqui em casa, constantemente descalça, os cachos escuros colorindo o rosto.

Insolente disse...

"Obrigada pela visita"?! "Qual, o que!"
=)
bjos

Amanda Bia disse...

vem cá... você já pensou em escrever um livro? que seja um de crônicas, mas eu realmente acho que você deveria escrever um livro. se direito nao der certo já sabe onde conseguir seu sustento.
beijo!

Átila Siqueira. disse...

Jaya, amiga querida, nem dá para comentar esse texto seu, com essa coisa tão boêmia. Você tem se tornado uma escritora melhor a cada dia que passa. Seu texto prende a atenção do início ao fim, e é cheio de conteúdo.

Cada dia mais eu admiro a sua arte, e em cada texto você corresponde se auto-superando.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Bill Falcão disse...

Vou ficar pensando em Dulce o resto da noite! E amanhã também!
Bjooooooooooo!!!!!!!!!!

<b><i>Toni Rabelo</i></b> disse...

Todo mundo tem uma Dulce pra perturbar a memória de vez em quando, né?

Lindo.

Beijo!

Caroline Bigarel disse...

Sabe esses meros acasos da vida em que a gente está no trabalho sem nada para fazer e fica futucando blogs até descobrir um interessante?

Então, achei!

Adorei a Dulce. Dulce por Dulce. Dulce por personagem. Dulce e sua trama.

Texto espetacular, adorei!

Aliás, adorei muita coisa por aqui.

Se a minha cadela (chamada Dulce) fosse humana, acho que a descreveria bem assim. rs

Até breve.

Polly disse...

Menina, você sempre genial, envolvente com as palavras!!

E essa confissão de alguém que é do aqui e do agora, falando sobre impressões de um mundo e de pessoas desse mundo, do aqui e do agora, de sempre! Dulce é tão mulher de hoje, acho que a gente esbarra em tantas Dulces, e temos também dela um pouco do mel... E há rapazes enfeitiçados por aí... hehehe

Você sempre me prende com essas "canções de dentro" trazidas à tona!
Adoro!

Beijo, linda!

Caroline disse...

Ei, coisa fofa!

Prestenção aqui que a Profetisa Carol do séc XXI vai falar:

Largue o Direito.
Largue.
Largue tudo e invista nisso!

Você nasceu pra ser escritora.

D.J disse...

E agora eu pensei em Jaya...e deu saudade de conversar um monte-de-coisa-entre-desabafo-e-alegria.
Será que um dia a gente se encontra no msn?
Obrigada pelas visitinhas de sempre, flor!
Beijo, beijo!

. fina flor . disse...

também sinto que vivo cada pedaço do mundo em Sampa.

e julgar pela aparência não está com nada, nunca

beijos, flor

MM.

>>> adorei o "seleção? elas já passaram no vestibular". ri muito

Paz... disse...

Tá esperando oq pra escrever um livor?!

já disse q sou fã né... pois repito, amo isto aqui.

=*

ps: tem mais estorias com Dulce?! =D

João Romova disse...

Insolentemente bem escrito...
Do modo suficiente que nos faz ser medíocres a ponto de dizer como criança em birra no meio da sala "ô mãeeee.... eu que deveria ter escrito isso!"

perfeito domínio das palavras, das figuras, da gente...

_____________________
www.lapisderomova.wordpress.com
www.xicaraderomova.blogspot.com

Pequena; disse...

Jayaaaaaaa, sumi daqui né? Não briga comigo não, sabe como é, desanimei de uns tempos pra cá, mas sempre te li, tenha certeza disso.

Ao ler sobre tua Dulce, lembrei de um texto meu que estou tentando terminar já faz um mês. E me vi pensando em confiança, em atitude, foi isso que imaginei da tua Dulce.

Beijoo em ti, Jaya minha.

l u a * disse...

você é uma puta mal paga.
inda bem que é minha amiga.


--

você que é de desdobrar palavras. eu, só te digo uma coisa. numa sequência maldia, tenho uma tirinha no tornozelo (esquerdo!) e sofro em bibliotecas.
iwannabetangerine.


iwannabedulce.

[/mariaa]

R. disse...

Jaya, li e gostei um absurdo. Seríssimo. Meu favorito dentre todos os seus textos, by far. Estaria fácil em um livrinho com alguns dos meus contos favoritos. Adorei. E fui lendo e quase me identificando com uns pedacinhos... Ah se isso aqui fosse um confessionário!

E, ó, não briga! A carta ta lá.

Bjs!

Glau Ribeiro disse...

Tanto tempo faz que não venho. E hoje não vim te ler. Vim só agradecer. De alguma forma, 5 palavras acalentaram a dor minha de hoje.

Monday disse...

passando para desejar muito chocolate e alguns coelhos ... e pode exagerar, que páscoa é só uma vez por ano ...

Coração Alado disse...

Oi Jaya!!
Adorei o Cá! Um paulista do carnaval me chamava assim. rsrs...

que coincidência! ontem a noite eu tbm tava lendo os seus posts. mas não cheguei aler todos.
e eu tbm fico me reconhecendo em tantas coisas...

vc não imagina como eu fiquei feliz agora ao ler seu comentário. é tão bom saber que existe alguém no mundo que sente essas coisas doidas assim como eu.
ai, que vontade de te dar um abraço!

fiquei eufórica tbm com seus beijos!
muitos outros pra vc!!
:)

Tamires . disse...

Jaya,

Dulce entrou em mim, pq eu quis aprender essa simplicidade despojada e atraente com ela. Dulce anda descalça, e eu também gosto de assim ser. Ela desenha intenções,e do Amor, chama faz.
Dulce está em cada um de nós. Está sim. Sinto daqui.

E linda é sua escrita, Jaya, linda.
Porque vc escreve como se flutuasse nos versos.
E resultado final sempre me arranca sorriso, dos grandes.
E nem canso de ser repetitiva, flor. Não mesmo.

Vontade de ficar relendo, pra aprender a ser tão 'dulce' assim.

Saudades grandes.

Um beijo, imenso, viu?

Ps: E carinho que vc deixa marcado é motivo pra me deixar ainda mis feliz. Obrigada, sempre.

Átila Siqueira. disse...

Oi Jaya, depois passa no meu blog, coloquei lá aquele poema que fiz para ti e para a Carol Lira, e aproveita e avisa ela também, já que eu não estou conseguindo entrar no blog dela.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Kari disse...

E depois de pensar tão detalhadamente em Dulce, ele ainda vai assistir a esse filme?

Bom demais, moça! Sabes que adoro teus contos, né? Só tenho uma reclamação... Gostaria que eles fossem um grande romance, assim poderia me deliciar por mais tempo...

Beijão

Glau Ribeiro disse...

É bom ter você de volta. E agora não adianta: você pode pirraçar muuuito comigo que eu não largo. ;) Não largo mais e ponto final.

Juro que volto ainda, pra ler.

huhuhuhu. =D

primaverasdesetembro disse...

haha..
a Dulce é mais do que mulher, ela fica entranhada, até eu penso em Dulce..rsrs

gostei da leitura, diferente do que costumas escrever..
amei, amei, moça.beijos a Dulce

flores.

ariadne disse...

é minha primeira vez aqui
comecei a ler e quando terminei, soltei um 'que gostoso!'

adorei :)

parabéns

Mai disse...

Jaya, Dulce transpira libido e pulsa na noite e agora em nosso imaginário.

Merda mesmo, hahhahaha...
Que delícia te ler outra vez.
Bárbaro esse texto!

Notívagos in love...
Palavras impecavelmente deitadas no papel.

Beijos, querida.
Fica bem
Carinho,

Mai

gabriela m. disse...

Jaya meu bem, um aviso:

o miss-umbrella.blogspot.com não existe mais porque, por alguma razão que eu desconheço, a minha conta google foi deletada. então, eu fiz uma nova conta e um novo blog.

;)

bruno dumont. disse...

Meu Deus do céu.

esse texto me consumiu.

maravilha, Jaya...

Teresa disse...

que coincidência

depois que li o texto, acabei de pensar em Dulce kkkkkkk

e estou pensando em Dulce agora equanto faço este comentário!

incrível hehehe

bjosssss

Camila disse...

adolrei ter lido algo diferente assim ! ameei *-*

Jéssica, a antropofágica disse...

Ah, Jaya, minha musa querida, não sabes quão saudosa eu estava de tuas palavras...
Ando mal, por isso não tenho aparecido emuito menos escrito com frequencia, mas não te resisto.
Nossa, nem precios dizer que adorei o texto, porque as pessoas aí em cima já fizeram isso por mim. Mas quero frisar a parte que mais me atraiu: Simone e Sartre. Eu também tinha pretensões existencialistas...ainda as tenho? Não sei, quero primeiro achar outro Sartre...
;)
Beijos, amor.

Filipe Garcia disse...

Eu gostei de Dulce. Pareceu ter saído de um filme francês ou espanhol. O fato é que Dulce, inusitada, fez-se real de tão absurda. Não que ela seja. Não isso. Mas a perfeição, sabe? Porque ela, mesmo carregando esse ar relapso, esse assanhamento de "no céu ninguém é de ninguém". Mesmo assim, ela é distraída. Como quem se deixa perceber querendo ser percebida. E dessa pose, em perfeição, eu gostei. Quis conhecê-la. Nem que fosse pra dar um oi, só.

O texto, em si, me levou geral. Sabe quando você vai lendo num impulso exagerado, numa comichão acelerada do tipo: "onde vai dar isso, meu Deus?". Foi assim. Mas eu achei desperdiçado o final. Terminou num rompante, sem semáforo de alerta, sem diminuição de marcha, sem preparo. Dulce ficou - e ainda está acesa. Acabou o texto, mas Dulce não. Não, não estou dizendo que eu queria um texto sem fim. Só um fim pro texto, pôxa.

É só.

Um beijo, Jaya.
Foi um prazer, Dulce.

Drêycka disse...

Poxa!
Que texto legal!
adorei.

gostei muitíssimo

Leite de Pedra disse...

Não é a Dulce que aqui me traz. Sim o perfume da escrita. Bravo!

lucas rolim menezes disse...

Oi Jaya!

Vc tem o dom! Já te disse isso?
Confesso que não é esse o tipo de texto que me atrai mais... tem um 'Q' de Nelson Rodrigues (tô viajando? rs) faltando apenas um humor mais sinistro. Realmente não é o dos meus preferidos, mas admiro quem consegue descrever bem uma cena sem muita melosidade e se sair bem.

Viu, to de endereço novo... se quiser anotar: www.mundodelucas.wordpress.com

Abraços, querida!

. fina flor . disse...

ainda pensando em Dulce, bela?

beijos

MM.

Jaya disse...

Letras ausentes de mim.

Kaka disse...

Prendeu minha atenção mais uma vez e me fez querer ler mais sobre...
demais..
inovando e melhorando sempre..

beijoooo

Andrea de Lima disse...

aqui tem um quê de uns Hermanos e cabelos cacheados ao vento. aliás, engraçado isso. acho que seu cabelo combina com seu blog. vai entender, não? sabia que já tinha lido esse... cadê?

Ana disse...

Ah, que esse desceu com gosto de 'A Casa dos Budas Ditosos' hein.

Apetitosíssimo.

Pra não me perder novamente, linkada estás.

Eolo, Senhor dos Ventos... disse...

Porque acabou?
Seria capaz de passar a madrugada inteira lendo uma história tão gostosa assim.
Eu poderia, certamente, tocar Dulce e sentir o quão real ela é.

Obrigado por essa história.
Você não escreve, encanta.

Se cuida, Jaya!

Kissu =*

Filipe Garcia disse...

crise de simplicidade do layout?

ó!

tão tá.

Sodade, baiana.

R. disse...

Por onde andará Dulce Veiga?!?

Você sumiu, menina.

Entre estrelas distraídas:

Comigo:

Mimeografar do Passado:

"Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

-Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."

[Poética - Manuel Bandeira]

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